O Patinho Feio
julho 18, 2008

Era uma vez …

Uma patinha que teve quatro patinhos muito lindos, porém quando nasceu o último, a patinha exclamou espantada:
– Meu Deus, que patinho tão feio!

Quando a mãe pata nadava com os filhos, todos os animais da quinta olhavam para eles:
– Que pato tão grande e tão feio!
Os irmãos tinham vergonha dele e gritavam-lhe:
– Vai-te embora porque é por tua causa que toda a gente está a olhar para nós!

Afastou-se tanto que deu por si na outra margem. De repente, ouviram-se uns tiros. O Patinho Feio observou como um bando de gansos se lançava em voo. O cão dos caçadores persegui-o furioso.

Conseguiu escapar do cão mas não tinha para onde ir, não deixava de andar. Finalmente o Inverno chegou. Os animais do bosque olhavam para ele cheios de pena.
– Onde é que irá o Patinho Feio com este frio? Não parava de nevar. Escondeu-se debaixo de uns troncos e foi ali que uma velhinha com um cãozinho o encontrou.
– Pobrezinho! Tão feio e tão magrinho!
E levou-o para casa.

Lá em casa, trataram muito bem dele. Todos, menos um gatinho cheio de ciúmes, que pensava: “Desde que este patucho está aqui, ninguém me liga”.

Voltou a Primavera. A velha cansou-se dele, porque não servia para nada: não punha ovos e além disso comia muito, porque estava a ficar muito grande.
O gato então aproveitou a ocasião.
– Vai-te embora! Não serves para nada!

A nadar chegou a um lago em que passeavam dois belos cisnes que olhavam para ele. O Patinho Feio pensou que o iriam enxotar. Muito assustado, ia esconder a cabeça entre as asas quando, ao ver-se reflectido na água, viu, nada mais nada menos, do que um belo cisne que não era outro senão ele próprio.

Os cisnes desataram a voar e o Patinho Feio fugiu atrás deles.
Quando passou por cima da sua antiga quinta, os patinhos, seus irmãos, olharam para eles e exclamaram:
– Que cisnes tão lindos!

Veja outras postagens

Abracem a causa!

Olá!

Gabriela e a Titia

Os Três Porquinhos

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Olá!
maio 21, 2008

Olá!

Hoje eu coloquei um link de um jogo muito bacana, é só clicar aqui em baixo. Se não abrir na página do jogo é só se cadastrar, é de graça. Clique em jogos educativos – educação infantil. Vale a pena.

Abraços e boa diversão no feriado!

 

 

EDUCAÇÃO 24 HORAS

 

Cachinhos de Ouro
abril 10, 2008

 

 

Cachinhos de Ouro

 

 

Era uma uma linda menina chamada Cachinhos de Ouro. Ela era muito curiosa. Costumava mexer em tudo que via pela frente. Certo dia, a menina passeava pelo bosque, quando avistou uma bela casinha.

 

Entrou algo lhe chamou a atenção. Alguns objetos eram muito grandes, enquanto outros eram médios ou ainda pequeninos como ela.

 

Como tinha a mania de olhar e mexer em tudo, a menina foi à sala, onde encontrou novas surpresas:

 

– Por que há uma cadeira grande, uma média e uma pequena? – indagou a curiosa.

 

Sentou na cadeira pequenina:

 

– Desta eu gostei! – exclamou a menina, que de tanto mexer na cadeirinha, quebou a coitadinha.

 

Chegando à cozinha, cachinhos de ouro encontrou três pratos cheios de mingau de mel.

 

– Oba, comida! Este passeio está me deixando com uma fome…

 

Provou tanto do prato pequenino. Estava do jeitinho que ela queria. Então, ela comeu todo aquele delicioso mingau.

 

– Vou dormir. – resolveu a menina.

 

Quando o papai urso, a mamãe ursa e o seu filhinho chegaram em casa, uma desagradável surpresa os esperava:

 

Alguém entrou aqui e mexeu em tudo.

 

– Afirmou o papai.

 

– E quebraram minha cadeirinha!

 

– Choramingou o pequenino ursinho.

 

Chegando a cozinha, a família percebeu que alguém havia comido o mingau:

 

– Não deixaram nadinha. – lamentou o filhote.

 

Quando subiram as escadas e foram ao quarto, mais surpresas;

 

– Silêncio! Na minha cama há uma garotinha, que ainda está dormindo. – observou o ursinho.

 

Cachinhos de ouro despertou com aquele falatório e, assustada, saiu em disparada. Ela nem ao menos se desculpou pelas travessuras ou agradeceu pela comida. Mas de uma coisa sabemos, a pequena menina aprendeu a lição e deixou de ser curiosa.

 

 

Curiosidades

“Cachinhos dourados e os Três Ursos” é uma história muito popular no mundo inteiro, teve sua origem no folclore europeu. Sua primeira versão publicada, ocorreu em 1837 pelo poeta Robert Southey em seu livro “ Os Doutores”. Nesta, os três ursos têm a casa invadida por uma senhora, e não por Cachinhos Dourados. Desde então, a história ganhou inúmeras versões, sendo as mais conhecidas, as protagonizadas por uma menina de cachinhos dourados. .

 

 

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Muita história pra contar.

 

Chapeuzinho Vermelho

 

 

 

 

O Negrinho do Pastoreio
abril 2, 2008

O Negrinho do Pastoreio  

É uma lenda meio africana meio cristã. Muito contada no final do século passado pelos brasileiros que defendiam o fim da escravidão. É muito popular no sul do Brasil.

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 Nos tempos da escravidão, havia um estancieiro malvado com negros e peões. Num dia de inverno, fazia frio de rachar e o fazendeiro mandou que um menino negro de quatorze anos fosse pastorear cavalos e potros que acabara de comprar. No final do tarde, quando o menino voltou, o estancieiro disse que faltava um cavalo baio. Pegou o chicote e deu uma surra tão grande no menino que ele ficou sangrando. “Você vai me dar conta do baio, ou verá o que acontece”, disse o malvado patrão. Aflito, ele foi à procura do animal. Em pouco tempo, achou ele pastando. Laçou-o, mas a corda se partiu e o cavalo fugiu de novo.

Na volta à estância, o patrão, ainda mais irritado, espancou o garoto e o amarrou, nu, sobre um formigueiro. No dia seguinte, quando ele foi ver o estado de sua vítima, tomou um susto. O menino estava lá, mas de pé, com a pele lisa, sem nenhuma marca das chicotadas. Ao lado dele, a Virgem Nossa Senhora, e mais adiante o baio e os outros cavalos. O estancieiro se jogou no chão pedindo perdão, mas o negrinho nada respondeu. Apenas beijou a mão da Santa, montou no baio e partiu conduzindo a tropilha.  

E depois disso, entre os andantes e posteiros, tropeiros, mascates e carreteiros da região, todos davam a notícia, de ter visto passar, como levada em pastoreio, uma tropilha de tordilhos, tocada por um Negrinho, montado em um cavalo baio.  

 

Então, muitos acenderam velas e rezaram um Padre-Nosso pela alma do judiado. Daí por diante, quando qualquer cristão perdia uma coisa, o que fosse, pela noite o Negrinho campeava e achava, mas só entregava a quem acendesse uma vela, cuja luz ele levava para pagar a do altar de sua madrinha, a Virgem, Nossa Senhora, que o livrou do cativeiro e deu-lhe uma tropilha, que ele conduz e pastoreia, sem ninguém ver.  

 

Desde então e ainda hoje, conduzindo o seu pastoreio, o Negrinho, sarado e risonho, cruza os campos. Ele anda sempre a procura dos objetos perdidos, pondo-os de jeito a serem achados pelos seus donos, quando estes acendem um coto de vela, cuja luz ele leva para o altar da santa que é sua madrinha.  

Quem perder coisas no campo, deve acender uma vela junto de algum mourão ou sob os ramos das árvores, para o Negrinho do pastoreio e vá lhe dizendo: “Foi por aí que eu perdi… Foi por aí que eu perdi… Foi por aí que eu perdi…”. Se ele não achar, ninguém mais acha.

Tirinhas da Turma da Mônica
março 27, 2008

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Chapeuzinho Vermelho
março 18, 2008

Chapeuzinho Vermelho

 

Era uma vez uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho, que tinha esse apelido pois desde pequenina gostava de usar chapéus e capas desta cor. Um dia, sua mãe pediu:

 

– Querida, sua avó está doente, por isso preparei aqueles doces, biscoitos, pãezinhos e frutas que estão na cestinha. Você poderia levar à casa dela?

 

– Claro, mamãe. A casa da vovó é bem pertinho!

 

– Mas, tome muito cuidado. Não converse com estranhos, não diga para onde vai, nem pare para nada. Vá pela estrada do rio, pois ouvi dizer que tem um lobo muito mau na estrada da floresta, devorando quem passa por lá.

 

– Está bem, mamãe, vou pela estrada do rio, e faço tudo direitinho! 

 

E assim foi. Ou quase, pois a menina foi juntando flores no cesto para a vovó, e se distraiu com as borboletas, saindo do caminho do rio, sem perceber. 

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Cantando e juntando flores, Chapeuzinho Vermelho nem reparou como o lobo estava perto…

 

 Ela nunca tinha visto um lobo antes, menos ainda um lobo mau. Levou um susto quando ouviu:

 

– Onde vai, linda menina?

 

– Vou à casa da vovó, que mora na primeira casa bem depois da curva do rio. E você, quem é?

 

O lobo respondeu:

 

– Sou um anjo da floresta, e estou aqui para preteger criancinhas como você.

 

– Ah! Que bom! Minha mãe disse para não conversar com estranhos, e também disse que tem um lobo mau andando por aqui.

 

– Que nada – respondeu o lobo – pode seguir tranqüila, que vou na frente retirando todo perigo que houver no caminho. Sempre ajuda conversar com o anjo da floresta.

 

 – Muito obrigada, seu anjo. Assim, mamãe nem precisa saber que errei o caminho, sem querer.

 

E o lobo respondeu:

 

– Este será nosso segredo para sempre…

 

E saiu correndo na frente, rindo e pensando:

 

(Aquela idiota não sabe de nada: vou jantar a vovozinha dela e ter a netinha de sobremesa … Uhmmm! Que delícia!)

 

Chegando à casa da vovó, Chapeuzinho bateu na porta:

 

– Vovó, sou eu, Chapeuzinho Vermelho!

 

– Pode entrar, minha netinha. Puxe o trinco, que a porta abre.

 

A menina pensou que a avó estivesse muito doente mesmo, para nem se levantar e abrir a porta. E falando com aquela voz tão estranha…

 

Chegou até a cama e viu que a vovó estava mesmo muito doente. Se não fosse a touquinha da vovó, os óculos da vovó, a colcha e a cama da vovó, ela pensaria que nem era a avó dela.

 

– Eu trouxe estas flores e os docinhos que a mamãe preparou. Quero que fique boa logo, vovó, e volte a ter sua voz de sempre.

 

 – Obridada, minha netinha (disse o lobo, disfarçando a voz de trovão).

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  Chapeuzinho não se conteve de curiosidade, e perguntou:

 

– Vovó, a senhora está tão diferente: por que esses olhos tão grandes?

 

– É prá te olhar melhor, minha netinha.

 

– Mas, vovó, por que esse nariz tão grande?

 

– É prá te cheirar melhor, minha netinha.

 

– Mas, vovó, por que essas mãos tão grandes?

 

– São para te acariciar melhor, minha netinha.

 

(A essa altura, o lobo já estava achando a brincadeira sem graça, querendo comer logo sua sobremesa. Aquela menina não parava de perguntar…)

– Mas, vovó, por que essa boca tão grande?

 

– Quer mesmo saber?

 

É prá te comer!!!!

 

– Uai! Socorro! É o lobo!

 

A menina saiu correndo e gritando, com o lobo correndo bem atrás dela, pertinho, quase conseguindo pegar.

 

Por sorte, um grupo de caçadores ia passando por ali bem na hora, e seus gritos chamaram sua atenção.

 

Ouviu-se um tiro, e o lobo caiu no chão, a um palmo da menina.Todos já iam comemorar, quando Chapeuzinho falou:

 

– Acho que o lobo devorou minha avozinha.

 

– Não se desespere, pequenina. Alguns lobos desta espécie engolem seu jantar inteirinho, sem ao menos mastigar. Acho que estou vendo movimento em sua barriga, vamos ver…

 

Com um enorme facão, o caçador abriu a barriga do lobo de cima abaixo, e de lá tirou a vovó inteirinha, vivinha.

 

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– Viva! Vovó!

 

E todos comemoraram a liberdade conquistada, até mesmo a vovó, que já não se lembrava mais de estar doente, caiu na farra.

 

 “O lobo mau já morreu. Agora tudo tem festa: posso caçar borboletas, posso brincar na floresta.”

 

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